Sinto medo de estar vivo. O simples fato de ter que lembrar de inspirar e expirar ar o tempo todo pra dentro do meu corpo me dá medo. E se eu esquecer? E se eu for impedido? Sinto medo de muitas coisas mas, principalmente, sinto medo de muitas pessoas. Medo de ser descoberto. Medo de descobrir. Medo de nunca descobrir. Medo de descobrir tarde demais. Confesso que tenho até medo de dizer que sinto medo. Tenho medo de que saibam que eu tenho medo. O tempo todo, pessoas esperam que a gente não tenha medo de nada. E a gente tenta colocar uma máscara e dizer que não tem medo. Mas é impossível. O medo faz a gente viver.
Passamos o tempo todo com medo da hora que a morte chegar. Temos tanto medo que alongamos o tempo o máximo que podemos. Só isso já seria suficiente pra distrair o medo e não sentir medo. Mas não, passamos nossas vidas com medo. Medo de perguntar e ouvir a resposta que não queremos. Medo de ouvir a pergunta que não sabemos responder. E o pior dos medos, o de passar toda a vida sem fazer nada que valha a pena. E não fazemos as coisas que valem a pena, basicamente, porque temos medo. Talvez um medo besta de atingir o que tanto queremos e nos ver, afinal, sem objetivos.
Daí ficamos com medo de nos aproximar, nos afastar, de dizer, de não dizer, de ser, de não ser, de estar, de não estar. E as outras pessoas com o mesmo medo. E assim criam-se os silêncios, os afastamentos, os mal-entendidos, os amores errados, a falta de amor. Pensando em todo esse medo, presente em mim, em você, em todos nós que eu ouso afirmar que o medo sentido por todos nós é mínimo se comparado com o medo que temos de simplesmente viver.
Passamos o tempo todo com medo da hora que a morte chegar. Temos tanto medo que alongamos o tempo o máximo que podemos. Só isso já seria suficiente pra distrair o medo e não sentir medo. Mas não, passamos nossas vidas com medo. Medo de perguntar e ouvir a resposta que não queremos. Medo de ouvir a pergunta que não sabemos responder. E o pior dos medos, o de passar toda a vida sem fazer nada que valha a pena. E não fazemos as coisas que valem a pena, basicamente, porque temos medo. Talvez um medo besta de atingir o que tanto queremos e nos ver, afinal, sem objetivos.
Daí ficamos com medo de nos aproximar, nos afastar, de dizer, de não dizer, de ser, de não ser, de estar, de não estar. E as outras pessoas com o mesmo medo. E assim criam-se os silêncios, os afastamentos, os mal-entendidos, os amores errados, a falta de amor. Pensando em todo esse medo, presente em mim, em você, em todos nós que eu ouso afirmar que o medo sentido por todos nós é mínimo se comparado com o medo que temos de simplesmente viver.
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